2026 Chegou e a Regra do Jogo Mudou.
Sua Empresa Está Pronta ou Vai Perder Clientes?
Esqueça as contas complexas por um minuto. O impacto real da Reforma em 2026 é comercial: se o seu contrato não estiver ajustado e seu fornecedor não for o certo, sua margem de lucro vai encolher.
O ano de 2026 marca o início prático da Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/2023). O período de teoria acabou. Agora, com a entrada gradual do IBS e da CBS (que substituem a sopa de letrinhas do PIS, COFINS, ICMS, etc.), o mercado começa a operar sob uma nova lógica.
Muitos empresários estão travados, achando que isso é problema apenas do contador. Esse é um erro fatal. A mudança em 2026 não é apenas sobre pagar guias, é sobre quem continua competitivo e quem fica caro demais para o mercado.
Aqui estão os 4 pontos cegos que você precisa resolver agora, sem precisar abrir uma calculadora:
1. A Nova Regra de Ouro: "Comprar Certo para Vender Bem"
No novo sistema, a regra é a não-cumulatividade plena. Traduzindo para o português claro: todo imposto que você paga na compra deveria virar um crédito automático para abater do que você paga na venda.
Mas há uma pegadinha contratual: se o seu fornecedor não estiver regular ou se a documentação não estiver perfeita, você não ganha o crédito.
- O Risco: Você paga o imposto na compra e paga de novo na venda (porque não conseguiu abater).
- A Ação Jurídica: Você precisa revisar seus contratos com fornecedores agora. É necessário exigir garantias de regularidade fiscal em contrato, pois o erro dele agora custa o seu dinheiro.
2. O Perigo de Ser "Demitido" pelo Seu Cliente
Se a sua empresa vende para outras empresas (B2B), cuidado. Seus clientes também querem créditos tributários.
Se a sua empresa não estiver adaptada para gerar esses créditos de forma plena (por exemplo, insistindo em regimes tributários que não conversam bem com o novo sistema), o seu produto ficará "tributariamente mais caro" que o do concorrente.
- O Risco: Seu cliente vai trocar você por um fornecedor que gere mais eficiência fiscal para ele.
- A Ação: Avalie se vale a pena manter sua estrutura atual (como o Simples Nacional em certos casos) ou se é hora de mudar para não perder contratos grandes.
3. O Estoque Antigo: Não Deixe Dinheiro Virar Pó
Você virou o ano de 2025 para 2026 com o armazém cheio? Os impostos antigos embutidos nessas mercadorias (PIS/COFINS/ICMS) são ativos da sua empresa.
Se você não fizer o procedimento jurídico e contábil correto de transição ("de-para"), esses créditos podem se perder no sistema novo.
- A Ação: É preciso formalizar administrativamente o aproveitamento desses saldos para que eles continuem valendo dinheiro no novo regime.
4. Contratos de Longo Prazo: O Preço Mudou
Sabe aquele contrato de fornecimento ou prestação de serviços de 2 ou 3 anos que você assinou lá atrás? Ele foi calculado com base em impostos que estão deixando de existir ou mudando de alíquota.
Manter o preço antigo com a nova carga tributária pode tornar o contrato inviável (onerosidade excessiva).
- A Ação: Inserir cláusulas de reequilíbrio automático nos contratos. O contrato precisa prever que, se o imposto mudar, o preço ajusta. Não dependa da boa vontade do outro lado; coloque isso no papel.
Conclusão: É Hora de Arrumar a Casa
A Reforma Tributária em 2026 exige uma postura de defesa comercial. Não espere o boleto chegar para descobrir que sua margem sumiu.
A atuação jurídica agora é blindar seus contratos de fornecimento, garantir que seus créditos de estoque sejam preservados e ajustar sua relação com clientes para que você continue sendo a melhor opção do mercado.